Quando uma malharia avalia fornecedores de DTF, a comparação quase sempre começa pelo preço por metro linear de filme impresso. É uma métrica simples, fácil de comparar — e completamente insuficiente para tomar uma boa decisão.
O custo real por peça pronta inclui variáveis que não aparecem na cotação inicial, mas aparecem no caixa no final do mês. Ignorar essas variáveis é o que faz muitas malharias escolherem o fornecedor mais barato e terminarem com o custo mais alto.
O que entra no custo real
Para calcular o custo real de DTF por peça, é preciso considerar todos os fatores que impactam o valor final entregue:
- Custo do filme impresso: o ponto de partida. Preço por metro ou por centímetro linear, dependendo do fornecedor. Mas é apenas o começo.
- Aproveitamento de área: como as artes são posicionadas no filme? Um bom encaixe pode reduzir o desperdício em 15-20%. Um encaixe ruim joga fora película, tinta e tempo.
- Taxa de retrabalho: peças com defeito precisam ser refeitas. Se a taxa de refação é 5%, o custo real de cada peça boa sobe proporcionalmente. Fornecedores baratos com alta taxa de defeito são, na prática, mais caros.
- Custo de parada e atraso: reimpressão e reaplicação não consomem apenas material — consomem tempo de máquina, mão de obra e, principalmente, prazo. Atraso na entrega gera penalidade comercial, perda de cliente ou produção emergêncial com custo premium.
- Durabilidade real: uma estampa que descola ou racha após poucas lavagens gera devolução, troca e desgaste de marca. O custo dessa falha não está na planilha de produção, mas está no resultado.
O impacto da recorrência
Para malharias com produção recorrente, o efeito cumulativo dessas variáveis é significativo. Uma diferença de R$ 0,30 por peça parece irrelevante em um pedido de 100 unidades. Mas multiplicada por 2.000 peças por mês, durante 12 meses, representa R$ 7.200 por ano — só na diferença de custo direto, sem contar retrabalho e atrasos.
Malharias que fazem o cálculo completo escolhem fornecedores com base em custo total, não em preço unitário. E geralmente descobrem que o fornecedor com melhor processo — não o mais barato — entrega o menor custo real.
Por que preço baixo pode sair caro
Preço baixo em DTF geralmente significa uma (ou mais) dessas concessões: tinta de menor qualidade, filme mais fino, falta de calibração adequada, ausência de controle de qualidade ou zero validação técnica.
Nenhuma dessas concessões aparece na cotação. Todas aparecem na peça pronta. E o custo de corrigir depois é sempre maior do que o custo de fazer certo desde o início.
Conclusão
Calcular o custo real por peça em DTF exige olhar além do preço por metro. Exige considerar aproveitamento, retrabalho, atraso e durabilidade. Exige perguntar ao fornecedor não apenas "quanto custa", mas "qual sua taxa de refação", "como vocês validam cada pedido" e "o que acontece se der problema".
No Ponto Gráfico, trabalhamos com transparência total sobre esses números. Cada cliente sabe exatamente o que está pagando e por quê. E o custo real por peça é consistentemente menor porque o processo elimina as variáveis que inflam o custo oculto.